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01/11/2012 - 17h37m

Projeto do APL Móveis de Maceió vai doar resíduos ao Sistema Prisional

Cerca de 150 reeducandos vão produzir artefatos com os resíduos doados por empresas ligadas ao setor

O Arranjo Produtivo Local (APL) Móveis de Maceió e Entorno fechou parceria, nesta quinta-feira (1º), com o Sindicato das Indústrias de Marcenaria Móveis e Esquadrias do Estado de Alagoas (Sindmarc). O acordo vai fornecer para o sistema prisional os resíduos provenientes do processo industrial de empresas ligadas ao setor.

 

Dentro do Núcleo de Ressocialização Regional existe uma parcela de reeducandos que já trabalha em diversas oficinas, entre elas a de marcenaria. Eles são alimentados por meio de doações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com doações esporádicas . Atualmente, a equipe conta com 150 reeducandos disponíveis.

 

A gestora do APL Móveis de Maceió e Entorno, Cléa Carvalho, garante que a iniciativa vai ser proveitosa para todos os lados. “As marcenarias não vão doar materiais que poderiam utilizar, isso iria para o lixo, mas agora vai ajudar a abastecer a oficina no sistema prisional, oferecendo trabalho para essas pessoas. Além disso, vai ajudar também a fomentar a cadeia produtiva do entorno, uma vez que o produto dessa doação será comercializado”, explica.

 

O projeto prevê a capacitação de monitores, eles serão contratados para disseminar as práticas da atividade no Sistema Prisional. Inicialmente os reeducandos vão trabalhar na produção de artefatos, como porta joias, porta retrato, cinzeiros, jogos de xadrez e etc.

 

“A família deles recebe pelo trabalho que é desempenhado dentro do presídio. Além disso, os artefatos serão comercializados em uma loja do Centro de Maceió e eles vão poder diminuir o tempo de pena deles com trabalho e ainda sair dali com um ofício garantido”, enfatizou a gerente de Monitoramento de Indicadores do PAPL da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), Geanne Daniella.

 

Outra reunião está marcada para o dia 13, onde os representantes do Sistema Prisional vão apresentar um diagnóstico com as necessidades de matérias-primas da oficina.  A partir desse estudo, o APL vai articular as doações, que devem acontecer ainda este ano.

 

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