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30/09/2021 - 10h31m

Fábrica de Esperança é destaque em premiação de turismo

Trabalho desenvolvido pelos reeducandos do sistema prisional foi exposto em evento que homenageou empreendedores em Alagoas

Fábrica de Esperança é destaque em premiação de turismo

Peças confeccionadas pelos reeducandos foram expostas durante evento em hotel de Maceió. (Foto: Bruno Soriano).

Texto de Bruno Soriano

O trabalho desenvolvido pela Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social em prol da população privada de liberdade em Alagoas segue rompendo fronteiras. É graças às práticas ressocializadores em curso no âmbito do sistema prisional que a Seris vem transformando vidas ao oportunizar emprego e renda a centenas de reeducandos, que também vêem na atividade laboral a chance de remir a pena e, sobretudo, qualificar-se em busca de uma recolocação no mercado de trabalho.

E prova deste reconhecimento é que, na última segunda-feira (27), a Fábrica de Esperança do sistema prisional esteve representada no 1º Prêmio Alagoano de Turismo, evento realizado no Hotel Ritz Lagoa da Anta, em Maceió, e que premiou 50 personalidades, entre empreendedores e gestores públicos, que se destacam por impulsionar a atividade turística no estado.

Idealizador da premiação, o jornalista Cláudio Bugarelli conta que se interessou pelo trabalho desenvolvido pelos reeducandos e, por isso, resolveu adquirir miniaturas de jangadas confeccionadas no complexo penitenciário.

“Conheci o projeto da Seris por meio de uma artesã alagoana. Eu estava procurando algo que pudesse simbolizar Alagoas na premiação do nosso evento. Foi quando essa pessoa me indicou o trabalho dos reeducandos. Feitas em madeira massaranduba e filé com as cores da bandeira de Alagoas, as peças são simplesmente belíssimas. Por isso é que resolvemos fazer destas jangadas a premiação do nosso evento”, afirmou o organizador do prêmio, cuja 2ª edição também terá a contribuição da Fábrica de Esperança.

Quem também se encantou com a iniciativa foi a prefeita do município de Delmiro Gouveia, Ziane Costa, que visitou a exposição e conheceu as peças feitas em filé, tenerife e crochê, além dos artigos em madeira confeccionados de forma artesanal.

“Fiquei muito satisfeita porque o projeto faz com que essas pessoas possam realmente se ressocializar. É exatamente disso que elas precisam, de oportunidade. Parabenizo todos aqueles que fazem a Seris. Afinal, é com iniciativas como essa que a secretaria vem resgatando a autoestima do preso. É uma atividade de suma importância, considerando, principalmente, o fato de que, mais cedo ou mais tarde, todos serão reinseridos na sociedade”, analisou a gestora do Sertão alagoano.

Presente à cerimônia, o supervisor de Laborterapia da Seris, policial penal Onésimo Albuquerque, destacou a importância do reconhecimento ao trabalho dos reeducandos, reforçando que a gestão prisional seguirá empenhada no sentido de conferir cada vez mais oportunidades à população privada de liberdade.

“O nosso objetivo é permitir que o reeducando desenvolva o potencial presente em cada um de nós. Além de descobrir e estimular grandes talentos, garantimos ao custodiado a chance de deixar o sistema prisional, quando do cumprimento da pena, com uma profissão”, avaliou o supervisor.

MUDANÇA DE VIDA

E não falta superação entre as 22 reeducandas que, atualmente, realizam uma série de atividades nas oficinas de artesanato. Uma delas é Nadine Domingues, que chegou ao sistema prisional há nove meses e, há quatro, trabalha com crochê na Fábrica de Esperança.

“A oficina me ensina muito. É um aprendizado excelente. Vamos desenvolvendo a nossa criatividade a cada dia que passa, e isso é muito bom. Quando eu sair, quero continuar fazendo o que aprendi aqui na Fábrica. Sei que o crochê é uma atividade muito valorizada lá fora e, por isso, quero garantir a minha sobrevivência com o artesanato”, afirmou.

Nadine revela, inclusive, que não se sente privada de liberdade quando está com o tecido e a agulha na mão. “Tudo mudou desde que passei a trabalhar aqui. Eu me sinto uma pessoa normal, igual a qualquer outra. Aqui nós não temos tempo para ‘pensar besteira’. Ocupamos a nossa mente e, o que é mais importante, não sofremos nenhum tipo de preconceito. Eu me sinto valorizada principalmente porque a minha família está satisfeita com minha mudança, sempre me incentivando a ser uma pessoa melhor”, emendou a reeducanda.

Outra que trabalha na mesma oficina é Rosivânia Pereira. Há quatro anos no Presídio Feminino Santa Luzia, em Maceió, Rosivânia conta que o crochê também mudou sua vida.

“É uma oportunidade muito boa. Nunca pensei que o crochê pudesse mexer tanto comigo. Já acredito que posso ter o meu próprio negócio quando eu cumprir a minha pena. Ele [crochê] me fez acordar para o trabalho. Eu vivia chorando na cela. Até pedia medicamento para dormir. Mas o crochê também veio para me ajudar a relaxar, e já quero ensinar o que aprendi lá fora. Sonho com isso todos os dias”.

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