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20/07/2020 - 14h00m

Em meio à pandemia, profissionais garantem atenção à saúde do reeducando

Equipes atuam diuturnamente para evitar proliferação da doença também entre os servidores

Em meio à pandemia, profissionais garantem atenção à saúde do reeducando

Profissionais de saúde da Seris realizam busca ativa por casos suspeitos de Covid-19 nas unidades prisionais

Bruno Soriano e Mayara Wasty 

Para descrever sua profissão em poucas palavras, Diogo Medeiros, coordenador de enfermagem da Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), definiu-a como “a arte de cuidar”. O que faz todo sentido se analisarmos o trabalho que é desenvolvido pela equipe de enfermagem no sistema prisional alagoano, que conta com equipe de enfermagem 24h por dia para atender quaisquer demandas.

Apesar de ter ganho ainda mais notoriedade com o atual cenário de pandemia da Covid-19, a enfermagem sempre teve um papel fundamental na promoção, prevenção e recuperação da saúde, assistindo o ser humano sob diversas formas, da simples verificação de temperatura e pressão arterial à correta administração de medicamentos.

Com o novo coronavírus, os cuidados com a saúde foram intensificados. Coordenador de enfermagem, Diogo Medeiros explica que todos os profissionais de saúde da Seris redobraram a atenção.

“A gente está muito mais cuidadoso. Antes da pandemia, uma febre era uma simples febre, uma dor de cabeça, apenas uma dor de cabeça. Hoje, porém, tudo isso nos remete à Covid-19, e é por isso que seguimos atentos, sobretudo por se tratar de uma população privada de liberdade”, avalia o enfermeiro, destacando a importância da criação de uma unidade exclusivamente destinada ao acolhimento dos reeducandos que apresentam sintomas, bem como daqueles que já testaram positivo para a doença.

“Nós temos repassado todas as informações relativas à prevenção, como a correta e frequente higienização das mãos. Além disso, redobramos a atenção junto aos pacientes que apresentam ao menos dois sintomas da doença, sendo ao menos um respiratório, evitando, assim, o agravamento do quadro. Estamos trabalhando diuturnamente para evitar a propagação da Covid-19 no sistema prisional”, reforça Medeiros.

Em caso de suspeita, o preso é imediatamente isolado. Após 10 dias, ele é submetido a dois testes: um para detectar se está contaminado, e outro para saber se já teve Covid-19 e está curado da doença. O laudo é emitido por uma biomédica da Seris, que dispõe de laboratório para testagem de servidores e reeducandos. Ao concluir os 14 dias de isolamento, o custodiado é avaliado pelo infectologista do sistema prisional, que decide se o apenado deve continuar no hospital de campanha ou se deve retornar para a unidade de origem.

O hospital de campanha, por sua vez, possui uma equipe multidisciplinar de trabalho exclusiva. Com capacidade para receber até 34 pacientes, a unidade instalada nas dependências do antigo Presídio Feminino Santa Luzia passa por reforma e deve ganhar, em breve, mais 30 vagas. Já são cerca de 400 atendimentos mensais, além de 39 casos recuperados, como destaca o enfermeiro Luciano Silva.

“Nosso trabalho é importantíssimo. Vai desde a chegada do reeducando até o momento em que ele recebe alta do hospital, onde dispomos de estrutura capaz de oferecer um bom atendimento, evitando, assim, a necessidade de transferência do paciente para uma unidade externa”, atesta o profissional.

Já de acordo com o secretário da Ressocialização e Inclusão Social, coronel PM Marcos Sérgio de Freitas, o fato de o sistema prisional alagoano ter sido um dos primeiros a suspender algumas rotinas carcerárias, como as visitas a reeducandos, foi determinante. 

“O isolamento social ainda é indispensável. Seguimos todos os protocolos de prevenção à Covid-19, e vamos seguir trabalhando firme no sentido de conter o avanço da doença”, garante o secretário, destacando também a barreira sanitária com a qual a Seris vai desenvolver trabalho preventivo junto a todos aqueles que voltarem a acessar o complexo penitenciário.

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