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09/01/2020 - 11h35m

Projeto visa bem-estar de recém-nascidos no Hospital da Mulher

Reeducandas do sistema prisional vão confeccionar artigos em crochê para acalentar bebês; previsão é que material seja entregue em fevereiro

Projeto visa bem-estar de recém-nascidos no Hospital da Mulher

Polvos de crochê confeccionados por reeducandas do sistema prisional serão doados a recém-nascidos no Hospital da Mulher (Foto: Bruno Soriano)

Texto de Bruno Soriano e Maysa Cavalcante

A Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) segue a trabalhar para fortalecer o caráter educativo da pena, evitando, assim, a reincidência. Nesse sentido, a Gerência de Educação, Produção e Laborterapia da Seris apresentou, nesta quarta-feira (8), mais um projeto visando a qualificação profissional das reeducandas do Estabelecimento Prisional Feminino Santa Luzia, em Maceió, além do bem-estar de recém-nascidos em unidades da rede pública de saúde.

Denominado “Fios de esperança: linha infantil artesanal do sistema penitenciário alagoano”, o projeto foi apresentado à diretora do Hospital da Mulher Dr.ª Nise da Silveira, Eliza Barbosa, com o objetivo de alinhar a entrega de peças confeccionadas pelas reeducandas que integram as oficinas da Fábrica de Esperança. Além de quadros para decorar as portas do setor de maternidade, também serão doados toucas e “polvos de crochê”.

“Fiquei encantada com o projeto. A Seris está de parabéns por ofertar a atividade laboral para as reeducandas, convertendo esse trabalho em benefícios à sociedade. Tenho certeza de que as puérperas sairão do Hospital da Mulher maravilhadas, convictas de que, quando há o compromisso do poder público, o serviço sempre é prestado com excelência”, afirmou Eliza Barbosa, diretora do hospital que reúne 127 leitos e tem capacidade para 127 mil atendimentos por mês.

Já o policial penal Eduardo Gouveia, gerente de Educação, Produção e Laborterapia, afirmou que a entrega das doações deve acontecer em fevereiro próximo, contando, inclusive, com a participação das reeducandas participantes do projeto. “O saldo da reunião foi muito positivo. Tivemos a oportunidade de conhecer os espaços da unidade e o público que será beneficiado com o trabalho das custodiadas, o que é muito gratificante”, declarou Eduardo, destacando o impacto dos artigos em crochê na saúde e bem-estar dos recém-nascidos.

Para o secretário da Ressocialização e Inclusão Social, coronel PM Marcos Sérgio de Freitas, o “Fios de esperança” é mais uma prova de que a gestão prisional está no caminho certo. “Cumprimos o que prevê a Lei de Execuções Penais. E estamos indo além do processo de ressocialização na medida em que o artesanato produzido pelas reeducandas também vai beneficiar os bebês nascidos em hospitais e maternidades da rede pública”, atesta o secretário.

Todo o material confeccionado com muito amor e carinho pelas reeducandas será entregue após levantamento da quantidade de bebês internados no primeiro hospital de Alagoas totalmente dedicado à saúde da mulher.

O projeto

Idealizado por instrutora da Fábrica de Esperança – que funciona no próprio sistema prisional e reúne várias oficinas, entre elas, a de crochê e bordado –, o projeto Fios de Esperança se baseia em relatos de pais e profissionais de saúde sobre o uso do “polvo de crochê” para acalentar recém-nascidos, ajudando a normalizar respiração e batimentos cardíacos, além do nível de oxigênio no sangue.

Ao abraçarem o brinquedo, os nenéns associam os macios tentáculos – que não podem passar de 22 centímetros de puro algodão, a fim de se evitar o risco de alergias e infecções – ao cordão umbilical, recordando o período em que estiveram aquecidos e seguros no útero materno. Já a cabeça do polvo precisa seguir um tamanho padrão, de 8 a 14 centímetros, com todos os pontos sendo bem cobertos para impedir que os bebês coloquem os dedos nos buracos.

Projeto semelhante já foi implantado na Dinamarca, onde um grupo de voluntários prepara doações para dezenas de hospitais. Nascido em 2013, o projeto logo conquistou vários outros países, como França, Alemanha e Estados Unidos, chegando ao Brasil em 2017. Hospitais de São Paulo, por exemplo, também já adotam o método, em razão das evidências de melhoras significativas em bebês prematuros.

E foi para também contribuir com a saúde dos pequeninos que a Seris passou a desenvolver uma linha específica de produtos infantis na oficina de crochê e bordado da Fábrica de Esperança, cujo principal objetivo é combater a ociosidade e fomentar a autoestima das mulheres privadas de liberdade – que, por meio do trabalho no cárcere, também acabam despertadas para o empreendedorismo. 

 

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