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07/09/2019 - 09h10m

Reeducandos de Alagoas aprendem técnica de fabricação de tijolos ecológicos

Curso é oferecido pela Seris no Presídio do Agreste e terá duração de 160 horas

Reeducandos de Alagoas aprendem técnica de fabricação de tijolos ecológicos

Curso busca fortalecer processo de ressocialização no Presídio do Agreste (Foto: Bruno Soriano)

Texto de Bruno Soriano

Os reeducandos que cumprem pena no Presídio do Agreste ganharam mais uma oportunidade de qualificação. É que, nessa segunda-feira (2), a unidade localizada no município de Girau do Ponciano foi palco da aula inaugural do curso de fabricação de tijolos ecológicos, ofertado pela Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), por meio do Projeto de Capacitação Profissional e Implementação de Oficinas Permanentes (Procap), do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). 

Inicialmente, 20 reeducandos serão contemplados com o curso que tem 160 horas de duração e deve se estender até 30 de setembro. Além de preparar os reeducandos para o mercado de trabalho, ofertando-lhes uma oportunidade de emprego e renda, o curso busca, ainda, fortalecer o processo de ressocialização. É o que explica Thallina Ohana, terapeuta ocupacional do Presídio do Agreste. 

“Com este curso, os reeducandos poderão, além de desenvolver inúmeras habilidades, atuar como multiplicadores de conhecimento, dentro e fora do cárcere”, explica a terapeuta, que também é responsável pelas demais oficinas profissionalizantes da unidade – uma delas é a de corte e costura, onde 14 reeducandos do regime fechado confeccionam artigos diversos. 

Como de costume, os reeducandos inscritos tiveram de passar um processo de seleção. Segundo a pedagoga da unidade, um dos requisitos é o bom comportamento. “Nós avaliamos o perfil de cada candidato, que precisa, principalmente, mostrar interesse em aprender”, conta Dany Rose Pimentel, destacando o alcance da iniciativa junto aos apenados. 

“Eles se entusiasmam porque enxergam em cursos como este a chance de serem reinseridos na sociedade que os excluiu, além da possibilidade de remição da pena”, reforça a pedagoga, acrescentando que, ao término da capacitação, todos os participantes receberão certificado, assim como ocorrera aos concluintes do curso de revestimento em argamassa, encerrado em fevereiro último. 

E logo em seu primeiro contato com os reeducandos, Alexsandro Martins, que é instrutor do Senai, fez questão de destacar o custo-benefício do tijolo ecológico – cuja fabricação, além de mais rápida, causa menos danos ao meio ambiente. Ele falou, ainda, da experiência em poder capacitar pessoas privadas de liberdade. 

“O tijolo ecológico não passa pelo processo de queima, que é substituído pelo de prensagem da argila, proporcionando maior acústica e conforto térmico. Quanto ao curso em si, espero que todos eles [reeducandos] possam, em breve, fazer uso desta fonte de renda alternativa”, analisou o instrutor, acrescentando que projeto desenvolvido por alunos do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) já utiliza, inclusive, cinzas do bagaço da cana na composição do tijolo ecológico.

Entre os reeducandos, não falta quem confirme a vontade em aprender a nova técnica, como é o caso de Paulo Victor Pereira, que já trabalhou na área de construção civil e quer, com o curso, “retomar uma vida digna”. “Livrei-me das drogas e já me considero uma pessoa vitoriosa. Quero aproveitar ao máximo essa oportunidade, e vou, com fé em Deus, conseguir um emprego para sustentar minha família assim que ganhar liberdade”, disse.

O diretor do Presídio do Agreste, por sua vez, conta que outro objetivo do curso é permitir a absorção da mão-de-obra carcerária, como já acontece no complexo penitenciário da capital. Ele acrescenta que iniciativas como esta contam com o irrestrito apoio do secretário de Ressocialização e Inclusão Social, coronel PM Marcos Sérgio de Freitas, de modo a se evitar ao máximo a ociosidade entre os custodiados. 

“Agora, vamos definir a destinação dos tijolos que serão aqui produzidos junto à Gerência de Educação, Produção e Laborterapia da Seris. A intenção é realizar algum trabalho em favor da comunidade do entorno do presídio”, revela o agente penitenciário Rodrigo de Lima e Silva, acrescentando que o próximo curso – destinado à fabricação de artefatos em concreto – terá início no próximo mês de outubro, beneficiando outros 20 reeducandos da unidade.

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