Estado de Alagoas

Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

» Página Inicial Sala de Imprensa Notícias 2019 07 - JULHO Reeducandos participam de palestra sobre combate às hepatites
25/07/2019 - 09h05m

Reeducandos participam de palestra sobre combate às hepatites

Ação é alusiva ao Julho Amarelo, mês nacional de conscientização e prevenção às hepatites virais.

Reeducandos participam de palestra sobre combate às hepatites

Enfermeiros da Seris orientam reeducandos sobre como prevenir as hepatites virais (Foto: Bruno Soriano)

Texto de Bruno Soriano

Alertar os reeducandos sobre os riscos das hepatites virais, esclarecendo as formas de transmissão, sintomas e tratamentos, além da importância dos hábitos de higiene no sentido de evitar sua proliferação. Foi com este objetivo que a Gerência de Saúde da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) realizou, nessa quarta-feira (24), uma palestra destinada a reeducandos da Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcanti, em Maceió.

Na oportunidade, os enfermeiros daquela unidade prisional reuniram representantes de cada módulo e deram dicas preciosas sobre como combater os cinco tipos de hepatite, uma inflamação do fígado causada por agentes agressores, a exemplo do álcool, comprometendo o seu funcionamento. A doença pode ocasionar o surgimento do câncer de fígado e, inclusive, a morte do paciente.

“No caso das hepatites A e E, a contaminação se dá pelo alimento ou água contaminada, enquanto a rota de transmissão é a fecal-oral. Já para as hepatites B e C, a principal via de transmissão é a sexual”, explica a enfermeira Carla Cipriano, acrescentando que a hepatite D depende da presença do vírus do tipo B para se manifestar e, portanto, acomete quem negligencia o estágio inicial da doença.

E as formas de transmissão da hepatite só reforçam a necessidade de se evitar o compartilhamento de objetos. “Não compartilhar um barbeador pode evitar, inclusive, a transmissão do vírus HIV, já que não se sabe a procedência desse objeto. Nesse sentido, atentamos também para a importância do uso de preservativo, que é distribuído em todas as unidades do sistema prisional. Afinal, o reeducando precisa estar ciente de que pode ser a próxima vítima”, complementa o enfermeiro Jobson Santos.

No sistema prisional, há, ainda, a distribuição de hipoclorito de sódio, utilizado pelos reeducandos no processo de higienização dos alimentos entregues por seus familiares, além do acompanhamento individual de cada apenado cujo diagnóstico aponte qualquer enfermidade. É o que garante a coordenadora de saúde da Seris, Teresa Cavalcante.

“Este atendimento começa logo na porta de entrada, mediante a confecção do prontuário e anamnese do preso, quanto temos acesso ao seu cartão de imunização, entre outras informações. Havendo a confirmação de alguma patologia, o reeducando logo é direcionado a um especialista, a fim de se evitar, por exemplo, o risco da automedicação, já que doenças como a hepatite muitas vezes são assintomáticas e podem ser confundidas com um simples quadro viral”, conta a enfermeira cuja equipe realiza, mensalmente, cerca de 300 testes rápidos para as hepatites B e C, além de sífilis e HIV. “E todos os reeducandos podem se submeter aos testes”, emenda Teresa, acrescentando que, em seu grau mais avançado, a hepatite causa febre, cansaço, dor abdominal, urina escura e fezes claras, náuseas e até iciterícia, também conhecida popularmente como “amarelão”.

Sinval José Alves cumpre pena no Baldomero Cavalcante e, apesar do confinamento, garante saber como prevenir doenças. “Esta ação é de suma importância para a convivência no cárcere, já que muitas pessoas ignoram até os hábitos mais comuns de higiene e, com isso, acabam contribuindo com a proliferação de doenças como a hepatite. Agora, vamos assumir uma grande responsabilidade como multiplicadores do conteúdo dessa palestra”.

JULHO AMARELO

O Julho Amarelo busca alertar a população sobre medidas de prevenção contra as hepatites virais, destacando a importância do diagnóstico e tratamento dessas doenças silenciosas e de evolução lenta, mas que podem progredir para doenças graves.

E foi graças à prevenção que número de pacientes notificados com casos de hepatites virais no Brasil caiu 7% entre 2008 e 2018, de acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais divulgado na última segunda-feira (22) pelo Ministério da Saúde. Em 2008, foram registrados 45.410 casos. Dez anos depois, o número passou para 42.383 casos.

O levantamento também aponta queda de 9% no total de mortes causadas pela doença no país, saindo de 2.362 óbitos em 2007 para 2.156 em 2017. De 2000 a 2017, foram identificados no Brasil, segundo o boletim, 70.671 óbitos por causas associadas às hepatites virais dos tipos A, B, C e D, sendo a C (76%) a mais letal.

O boletim mostra, ainda, que o tipo C da doença também é o mais prevalente. Ao todo, foram 26.167 casos notificados em 2018. O Ministério da Saúde, inclusive, estima que mais de 500 mil pessoas convivam, sem saber, com o vírus C da hepatite.

Ações do documento

banner_lai+sic_LATERAL-A-PLONE3.jpg
banner_lai+sic_LATERAL-B-PLONE3.jpg

banner_GERAL_LATERAL_sic-plone3.jpg

banner e-ouv
banner-eouv-plone

banner-transparencia.jpg

banner_formulario

portal_do_servidor