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04/04/2019 - 11h25m

Seris inicia ano letivo para 400 reeducandos do sistema prisional

Governo fortalece política de inserção social e garante acesso ao ensino básico e possibilidade de profissionalização com vistas ao mercado de trabalho

Seris inicia ano letivo para 400 reeducandos do sistema prisional

Reeducandos da Musicoterapia se apresentam durante cerimônia no Núcleo Ressocialização da Capital (Foto: Joenne Mesquita)

Texto de Bruno Soriano e Janaina Marques

A Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) realizou, nessa quarta-feira (3), a cerimônia de abertura do ano letivo no sistema prisional alagoano, fortalecendo a oferta do ensino básico às pessoas privadas de liberdade. Este ano, mais de 400 reeducandos poderão cursar o ensino fundamental e médio por meio da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), além da possibilidade de profissionalização com vistas ao mercado de trabalho.

A formação dos reeducandos é fruto de parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que mobiliza profissionais da Escola Estadual Educador Paulo Jorge dos Santos, referência na educação penitenciária e socioeducativa. Presente à solenidade, a gerente de Educação, Produção e Laborterapia da Seris, agente penitenciária Andréa Rodrigues, destacou a importância da assistência ofertada aos presos e, com ela, o combate à reincidência, lembrando também a oferta de cursos de ensino superior, bem como o alcance do projeto LÊberdade – que permite a remição da pena por meio da leitura.

“A educação nas prisões ainda é vista como uma fantasia por muita gente. Muitos ainda acreditam que não é possível colher nenhum fruto entre os reeducandos. Porém, ao longo de quase uma década à frente da assistência educacional no complexo penitenciário de Alagoas, cheguei à conclusão de que somente a educação associada à qualificação profissional e ao trabalho é capaz de transformar a vida dessas pessoas, de modo que todas elas possam retornar à sociedade com uma nova perspectiva, afastando-as em definitivo do mundo do crime”, afirmou a gerente.

Para o reeducando Rodrigo Correia, a educação transformou a forma de ver o mundo ao redor dele. Ele ingressou no sistema prisional há seis anos, mas já estava há dez sem frequentar uma sala de aula. Com a oportunidade dada no sistema prisional, Correia concluiu o ensino médio e já tem planos de ingressar em um curso superior. “A educação faz com a gente crie novas formas de ver a vida. Ela promove o crescimento através do conhecimento”, disse Rodrigo.

Já Mário Cesar de Souza, diretor adjunto da Escola Paulo Sérgio, ressaltou que, após começar a atuar na educação prisional, descobriu o quanto é gratificante trabalhar na área, pois, segundo ele, o trabalho desenvolvido dentro das unidades penitenciárias vai além do ensino. “Ao chegar aqui, percebi que o nosso trabalho não se restringe a ensinar. É um resgate à cidadania, ao conhecimento e, principalmente, um resgate de vidas por meio da educação”, frisou o diretor, durante o evento que também contou com a palestra do professor universitário César Nonato, que abordou o tema “Educação no cárcere como agente transformador”.

Atualmente, a gestão prisional – que já beneficiou milhares de apenados por meio do estudo – proporciona oportunidade de educação em todas as modalidades de ensino: fundamental, médio, técnico e superior. As aulas acontecem dentro das unidades do complexo prisional, em Maceió, e no presídio do Agreste, no município de Girau do Ponciano. Os custodiados também participam de exames como o Exame Nacional de Certificação para Jovens e Adultos (Enceja) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

 
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