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08/03/2019 - 20h17m

Atuação de servidoras ganha destaque no sistema prisional alagoano

Com capacitação e comprometimento, as agentes penitenciários avançam em ambiente predominantemente masculino

Atuação de servidoras ganha destaque no sistema prisional alagoano

Servidoras da Seris foram homenageadas no Dia da Mulher. (Foto: Jorge Santos).

Maysa Cavalcante

Durante muito tempo a mulher ficou subordinada ao poder masculino, tendo como função básica a procriação, manutenção do lar e educação dos filhos. Após muitos anos e decorrido um lento e gradual processo de conquistas sociais, econômicas e jurídicas, ainda hoje a mulher continua lutando pela possibilidade de escolher seu futuro e ser sujeito de sua história.

No sistema prisional alagoano não é diferente. Pouco a pouco, as mulheres passaram a ocupar um espaço ainda maior na gestão das unidades prisionais, fruto de um reconhecimento do secretário de Ressocialização e Inclusão Social, coronel Marcos Sérgio de Freitas, diante do empenho e dedicação das servidoras no desempenho da função de agente penitenciário.  

Há algumas semanas, a servidora Silmara Duarte assumiu a chefia da Casa de Custódia da Capital (CCC), uma unidade prisional masculina com cerca de 540 custodiados. A agente penitenciário, que já atuava como subchefe da Casa de Custódia, acredita que a conquista do posto é fruto de um intenso trabalho de gestão das unidades prisionais.

Gerente penal do Presídio Cyridião Durval e Silva, assessora do Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira e subchefe do Presídio de Segurança Máxima, foram alguns dos cargos ocupados pela agente penitenciário anteriormente. Segundo Silmara Duarte, a Seris, por meio do secretário, oferece à mulher a oportunidade de ter o trabalho reconhecido e valorizado.

"Durante algum tempo, no sistema prisional, havia o mito de que as mulheres seriam responsáveis pelos procedimentos de revista, enquanto os homens atuariam na parte operacional. Hoje, as mulheres estão se capacitando continuamente, inclusive na parte operacional, para assumir os postos de trabalho em condição de igualdade com os homens", disse Duarte. 

"Ainda há uma resistência à liderança feminina, mas a experiência adquirida ao longo dos anos e a formação profissional quebram a resistência a nossa atuação. Não sou a primeira gestora a assumir a CCC e é possível encontrar mulheres em cargos de gestão em outras unidades prisionais ou até trabalhando como fiscais", concluiu a agente penitenciário Silmara Duarte.

A Escola Penitenciária, setor responsável por capacitar os servidores da Ressocialização, é uma referência na gestão prisional. À sua frente está a capitã PM Antonieta Romeiro, especialista em Psicopedagogia Escolar pelo Centro de Estudos de Pessoal e Forte Duque de Caxias (CEP/FDC).  A gerente destacou que a mulher possui uma grande habilidade de concentração, tornando possível desempenhar várias tarefas ao mesmo tempo sem que haja prejuízo de nenhuma delas.

“A mulher, por sua sensibilidade, preocupa-se com o todo e não apenas com partes isoladas. Isso possibilita que ela visualize as consequências de suas decisões em longo prazo e prepare-se para os vários resultados decorrentes de suas ações, mentalizando diversas resoluções ou planos. Acredito que ser mulher é entender o verdadeiro significado da palavra superação e ser mulher ocupando um cargo de gestão é sinônimo de luta, liderança, abnegação, sensibilidade, doação e gratidão dia após dia”, disse.

HOMENAGEM

O secretário de Ressocialização e Inclusão Social, coronel PM Marcos Sérgio de Freitas Santos, realizou nesta sexta-feira (8) uma singela homenagem para as servidoras do sistema prisional alagoano com a entrega de flores e chocolates para as colaboradoras. De acordo com o secretário, a sensibilidade das servidoras possibilita que elas exerçam cargos de liderança demonstrando empatia e respeitando pela condição de cada um.

“Diante de um ambiente tão peculiar como o sistema prisional, é muito importante contar com mulheres na gestão dos setores. Geralmente a mulher é mais detalhista, o que pode significar menores riscos de erros. Além disso, a preocupação com o bem estar de sua equipe, estimula relações interpessoais saudáveis, ressaltando a importância da satisfação de cada um na construção do todo”, concluiu Freitas

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