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02/05/2018 - 08h42m

Nas oficinas do complexo penitenciário, reeducandos produzem seus próprios uniformes

Projeto da Seris já contemplou mais de mil custodiados com atividades profissionalizantes

Nas oficinas do complexo penitenciário, reeducandos produzem seus próprios uniformes

Além de serem garantir a profissionalização, serviços na Serigrafia geram mais organização no cárcere. (Foto: Jorge Santos).

Texto de Maysa Cavalcante

O trabalho é um importante fator no processo de reintegração social. Pensando nisso, a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) incentiva a participação dos apenados em oficinas e cursos profissionalizantes, oportunizando uma chance digna para recomeçar a vida. Além de combater a ociosidade carcerária, a iniciativa serve para educar e qualificar os apenados.

Atualmente, 12 oficinas profissionalizantes são coordenadas pela Gerência de Educação, Produção e Laborterapia da Seris. A Fábrica de Esperança, por exemplo, já contemplou mais de mil custodiados. Pelo trabalho, os internos recebem remuneração e diminuem um dia ne pena a cada três dias trabalhados, conforme estabelece a Lei de Execução Penal (LEP).

A Serigrafia é uma das oficinas em funcionamento. Trabalhando em parceria com a oficina de Corte e Costura, os setores são responsáveis pela produção dos uniformes utilizados pela população carcerária. De acordo com Eraldo Santos, instrutor da Serigrafia há 12 anos, o empenho das reeducandas é comprovado pela qualidade do fardamento produzido.

"Acho necessário os custodiados aprenderem um ofício para trabalhar e obter renda para sustentar a família após o cumprimento da pena. Aqui na Serigrafia as trabalhadoras são capacitadas e aprendem a fazer todo o processo. Sou testemunha do esforço e do interesse que elas têm para aprender", destaca o instrutor.

Jadirene Bezerra Silva, de 44 anos, é uma das participantes da oficina. A custodiada, que já participou de capacitações em Filé e Corte e Costura, relata sua satisfação. "Eu fico feliz ao ver as pessoas usando uma arte feita por mim. Com o trabalho, ainda tive a oportunidade de conhecer pessoas, receber salário e ter a pena reduzida. Sou muito grata", conclui.

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