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26/04/2018 - 09h08m

Reeducandos são qualificados para o mercado de trabalho

Cresce o número de atividades profissionalizantes no sistema prisional

Reeducandos são qualificados para o mercado de trabalho

Seris investe na mudança de vida dos internos por meio do trabalho e da educação profissionalizante. (Foto: Jorge Santos).

Texto de Mayara Wasty

A educação profissionalizante é uma forma de potencializar a reinserção social dos reeducandos e a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) tem investido cada vez mais nesta área. Além das oficinas desenvolvidas na Fábrica de Esperança, da Gerência de Educação, Produção e Laborterapia, parceiras fomentam a prática da educação no ambiente prisional.

Até 2019, somente pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), serão ofertados 13 cursos, com 260 vagas para os custodiados do regime fechado.

Neste ano, já foram ofertadas diversas capacitações, como corte de cabelo masculino, vendas com ênfase em material elétrico e panificação. As iniciativas já atenderam 108 reeducandos, o que representa 24% do total de assistidos no ano anterior, que ofertou 445 vagas, em 58 cursos.

Além das capacitações periódicas, os serviços nas oficinas da Fábrica de Esperança têm ganhado cada vez mais visibilidade e reconhecimento. Hoje, 102 internos estão empregados nas oficinas de Serigrafia, Corte e Costura, Capinagem, Horta, Saneantes, Marcenaria e Floricultura. Tudo no complexo penitenciário.

Para a agente penitenciária e supervisora de Educação, Genizete Tavares, a oportunidade gera uma mudança de vida. “Quando ofertamos cursos novos é uma alegria. Os alunos vão para sala de aula com brilho nos olhos. É muito gratificante para nós quando encontramos egressos atuando aqui fora com base na vivência dos cursos", comenta Tavares.

A supervisora destaca ainda a atuação dos agentes penitenciários para efetivar a reinserção social por meio do trabalho e da educação. “O sistema prisional passa por uma grande evolução e isso tem aumentado o número de pessoas interessadas em ofertar oportunidades no cárcere. Esse fator passa pela atuação dos agentes penitenciários, na forma da Seris fazer a gestão prisional”, completa.

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