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23/04/2018 - 08h58m

Projeto ressocializador de Alagoas é apresentado em São Paulo

Troca de experiências entre estados potencializa ações desenvolvidas pela Seris

Projeto ressocializador de Alagoas é apresentado em São Paulo

Chefes do Núcleo Ressocializador da Capital estiveram em São Paulo para apresentar o trabalho desenvolvido na unidade. (Ascom/Seris).

Texto de Maysa Cavalcante

Após inúmeros avanços, o modelo de gestão prisional de Alagoas é considerado referência no país. Gestores da Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) são convidados com frequência a conhecer unidades prisionais de outros estados, promovendo o intercâmbio de experiências e conhecimento. Nesta semana, os chefes do Núcleo Ressocializador da Capital estiveram em São Paulo para apresentar o trabalho desenvolvido na unidade.

Atualmente, o Núcleo Ressocializador é o único presídio em funcionamento no país que tem a metodologia baseada nos Módulos de Respeito, tendo como base o diálogo, transparência e honradez. Em fevereiro deste ano, a diretora administrativa do Instituto Ação Pela Paz, Cláudia Cardenette, esteve na unidade para conhecer e estabelecer uma parceria com a Seris. Com a ida a São Paulo, a troca de vivências entre a Seris e o Instituto foi intensificada.

O desembargador e representante do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Luis Antônio Cardoso, esteve presente durante a apresentação, junto ao secretário de Administração Prisional de São Paulo, Lourival Gomes e a diretora executiva do Instituto Ação Pela Paz, Solange Senese. O chefe do Núcleo Ressocializador da Capital, agente penitenciário Élder Rodrigues, afirmou que após a visita será possível potencializar as atividades já desenvolvidas pela Seris.

"Inicialmente, surgiu o convite para que apresentássemos o modo de funcionamento e a metodologia empregada no Núcleo para os representantes do Instituto Ação pela Paz e, posteriormente, para o secretário de Administração Penitenciária de São Paulo. Acredito que essa troca de experiências é muito enriquecedora e é válido conhecer as ações ressocializadoras desenvolvidas por outros estados, aproveitando o que for possível para melhorar o nosso trabalho", disse.  

Os representantes da Ressocialização também estiveram em Limeira, no interior de São Paulo, para conhecer projetos desenvolvidos pelo Instituto Ação pela Paz em uma unidade prisional. Segundo a diretora executiva do Instituto, Solange Senese, é possível que os gestores da Seris conheçam um bom panorama de ações que podem ser replicadas por eles em Alagoas.

"O estado de São Paulo aprende bastante com a experiência do Núcleo. O Instituto tem como missão disseminar boas práticas para vários estados, potencializando projetos que tenham como foco a redução da criminalidade e a reincidência criminal. Por isso, escolhemos mostrar as ações desenvolvidas no Centro de Ressocialização de São Paulo, unidade modelo do estado, visando esse objetivo", disse.

"O foco do instituto é diminuir a reincidência criminal e investir na recuperação do apenado. Temos um modelo que deveria ser empregado na maioria das casas de custódia e que poderá ser melhorado com o desenvolvimento de atividades visualizadas durante a visita, como o projeto de música, que utiliza essa ferramenta para estimular a mudança de hábitos e a sensibilidade dos custodiados", explicou a subchefe do Núcleo Ressocializador da Capital, agente penitenciário, Poliana Bugarin.

Instituto Ação pela Paz 

Criado em 2015, no Estado de São Paulo, o Instituto Ação Pela Paz contribui com a melhoria do sistema prisional, por meio do fortalecimento dos projetos desenvolvidos pelo Estado, além de apoiar a sociedade civil em programas que tenham como foco a reintegração social, beneficiando reeducandos, agentes da segurança pública e a sociedade.

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