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09/04/2018 - 15h40m

Produtos artesanais feitos no cárcere encantam população de Girau do Ponciano

Com iniciativa, Seris desmistifica a imagem dos custodiados, profissionaliza os internos e interioriza ações ressocializadoras em Alagoas

Produtos artesanais feitos no cárcere encantam população de Girau do Ponciano

Gerência de Laborterapia potencializa ações ressocializadoras por meio do trabalho (Foto: Sarah Brandão)

Maysa Cavalcante

A população que passou pelo Ginásio Djalma Nunes Santos, em Girau do Ponciano, durante a 9ª edição do Governo Presente, pôde conhecer melhor os trabalhos artesanais produzidos pelos reeducandos na Fábrica de Esperança, localizada no sistema prisional alagoano. Através do projeto, a Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) utiliza o trabalho como uma importante ferramenta ressocializadora.

Entre os objetos expostos estavam desde artigos para o lar até peças de vestuário. Jogos de madeira, caixas porta-treco, baús, roupas, toalhas e caminhos de mesa são alguns dos produtos confeccionados pelos custodiados nas oficinas, utilizando técnicas como decoupagem, marchetaria e marcenaria artesanal.

A Gerência de Produção, Educação e Laborterapia da Seris é o setor responsável por viabilizar o material necessário para a produção das peças, capacitar os reeducandos e levar os produtos para exposição e comercialização em feiras de artesanato. Os recursos adquiridos com as vendas são dirigidos ao Fundo Penitenciário e revertidos para os projetos ressocializadores no cárcere.

“O artesanato representa a materialização de um trabalho de ressocialização. É uma forma de mostrar que é possível produzir materiais de boa qualidade no sistema prisional e de prestar contas à sociedade. É fundamental que as pessoas conheçam as ações que estão da Seris”, explica a gerente de Educação, Produção e Laborterapia, agente penitenciária Andréa Rodrigues.

O artesão e instrutor das oficinas da Fábrica de Esperança, Josivaldo Augusto, fala sobre a surpresa da população ao constatar a qualidade dos produtos confeccionados no sistema prisional. “Essa é uma ótima oportunidade de apresentar o trabalho e tirar dúvidas do público. A riqueza nos detalhes das peças de fato desperta a curiosidade e encanta os apreciadores da arte”, disse.

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