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10/11/2017 - 08h34m

Maleta de leitura amplia conhecimento aplicado no presídio feminino

Iniciativa pedagógica estabelece ciclo permanente de leitura; aprendizado é compartilhado entre as internas

Maleta de leitura amplia conhecimento aplicado no presídio feminino

Maleta de Leitura é mais uma ferramenta de incentivo a leitura.

 Texto de Mayara Wasty

 
A leitura liberta, permite sonhar, garante o desenvolvimento intelecto social do ser humano. Nos presídios, este fator é ainda mais relevante, pois evita a ociosidade e agrega mais conhecimento na vida dos apenados. Ciente dessa importância, a Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) tem promovido a educação e incentivado a leitura no cárcere.
 
Através do Lêberdade, implantado neste ano pela Gerência de Educação, Produção e Laborterapia da Seris, as reeducandas do Presídio Santa Luzia estão remindo a pena através da leitura e escrita. Para fomentar o Lêberdade, nesta semana, um novo projeto inédito ganhou vida nas salas de aula da unidade: trata-se do Maleta de Leitura.
 
O projeto pedagógico é mais uma ferramenta de incentivo a leitura. Cada aluna passará uma semana com a maleta, compartilhando a leitura do livro com as colegas de cela. Após esse período, a leitora terá como missão narrar e “vender” a história para que outras internas se interessem pela obra, formando uma rede de conhecimento literário.
 
Ao todo, a unidade conta com três turmas e 47 alunas. A coordenadora de Educação da Seris, Márcia Cordeiro, explica que a iniciativa acontecerá de forma cíclica e permanente, com o objetivo de expandir o aprendizado através da leitura. “O projeto não tem prazo, quando terminar a última aluna, ela trará a maleta de volta e iniciará outra leitura”, disse.
 
Além do lançamento do projeto, nesta semana ocorreu a culminância dos trabalhos alusivos aos 200 anos de Alagoas, nas salas de aulas da unidade feminina. “Nós estudamos sobre os músicos e compositores alagoanos, falamos sobre Djavan, Eliezer Setton e Junior Almeida. Elas [as alunas] apresentaram tanto a biografia dos artistas, como suas composições. Foi um trabalho lindo e gratificante”, finaliza a coordenadora. 
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