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18/05/2017 - 11h36m

Governo do Estado apresenta ações ressocializadoras para universitários

Acadêmicos de Direito da Unit ficam surpresos com boas práticas adotadas pela gestão prisional

Governo do Estado apresenta ações ressocializadoras para universitários

Fábrica de Esperança, Centrais de Telepresença e Monitoramento Eletrônico de Presos foram alguns dos setores apresentados (Foto: Jorge Santos)

 Texto de Mayara Wasty

 
“Saber que existe um trabalho com essa efetividade, com resultados positivo, é gratificante. Verificamos que o sistema de ressocialização está funcionando”, destacou a coordenadora do curso de Direito do Centro Universitário Tiradentes (Unit), Karol Mafra. Essa opinião prevaleceu entre os cinquenta alunos da instituição que estiveram no complexo penitenciário na segunda-feira (15).
 
“Eu ainda estou no primeiro período e não vi muita coisa do Direito, mas é muito importante estar aqui hoje. A gente estuda, vê a realidade, vê as pessoas, o ambiente e conhece como os projetos funcionam”, declarou a estudante Allycia Guimarães durante a visita. Atentos, os acadêmicos fizeram questionamentos sobre os projetos e a efetivação da política desenvolvida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris).
 
Roberto Siqueira, reeducando que trabalha na horta, dialogou com os estudantes e respondeu questionamentos. Para ele, ingressar no Núcleo Ressocializador da Capital (NRC) e trabalhar na horta do complexo penitenciário representa uma grande mudança de vida. “A melhor coisa que nos aconteceu foi o Núcleo. A gente trabalha, estuda, ganha remição da pena e remuneração. Aqui, a perspectiva de vida é outra”, relatou o interno.
 
“Em cada lugar aprendi uma profissão. Além disso, já fiz mais de quinze cursos profissionalizantes e conclui o ensino fundamental e médio aqui dentro. Hoje eu tenho outra visão”, testemunhou Roberto Siqueira. Após conhecer o NRC, unidade referência pelo baixo índice de reincidência criminal (-5%), e saber que mais de 70% dos internos voltam a delinquir na maioria dos presídios do país, o aluno Adeilton Mafra falou sobre os efeitos da humanização das penas.
 
“Independente do ramo do Direito que você siga, é preciso acolher essas pessoas. Existe um estereótipo muito negativo daqui. Mas, conhecendo as unidades penitenciárias e vendo esse lado humano, tive experiências enriquecedoras”, explanou o Adeilton.
 
Além da Horta e NRC, a comitiva esteve nas Centrais de Telepresença e Monitoramento Eletrônico de Presos, Estabelecimento Prisional Feminino Santa Luzia e Oficinas da Fábrica de Esperança.
 
Conhecimento no Cárcere
 
Em abril, cerca de setenta alunos do Centro Universitário Tiradentes realizaram uma visita in loco nos presídios. A adesão da sociedade nas iniciativas do Governo do Estado fortalece e garante mais controle na administração pública. Intitulado ‘Aprendendo na Prática’, a iniciativa da Assessoria de Comunicação da Seris amplia o aprendizado dos alunos, quebra mitos que circulam no âmbito social e promove a ressocialização dentro e fora do cárcere.
 
Compromisso do Governo
 
“A visita técnica é muito importante para que os alunos, assim como qualquer cidadão, conheçam como funciona o complexo prisional. Quando eu comecei a atuar na docência trouxe meus alunos, mas ainda não existia esse trabalho pelo Estado. Ouvir o reeducando mostrando sua rotina de trabalho e estudo é gratificante”, frisou a coordenadora do Curso de Direito, Karol Mafra.
 
O secretário da Ressocialização, tenente-coronel Marcos Sérgio de Freitas, destacou a transparência desta gestão e integração com os atores sociais, um compromisso assumido pelo governador Renan Filho.
 
“Essa visita é de suma importância para nós que fazemos a gestão executiva e também para os senhores, futuros profissionais. Quando a pessoa vem para cá, ela continua como protagonista de unidades de direito e deve ter sua dignidade preservada”, finalizou.
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