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14/03/2017 - 11h26m

Patrimônio vivo alagoano capacita internas que trabalham com artesanato no presídio

Mestra Vânia Oliveira relata sua experiência profissional e dissemina técnicas para aperfeiçoar produções artísticas no sistema prisional

Patrimônio vivo alagoano capacita internas que trabalham com artesanato no presídio

Qualificação ofertada para custodiadas propicia futuro promissor para custodiadas que trabalham na Fábrica de Esperança

 Mayara Wasty

 
O artesanato alagoano tem ganhado cada vez mais visibilidade no país graças aos incentivos do Governo do Estado. No sistema prisional a realidade não é diferente. Visando qualificar as reeducandas e instrutores que trabalham na Fábrica de Esperança, no complexo penitenciário, a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) realizou uma capacitação sobre a base conceitual do artesanato brasileiro, nesta segunda-feira (13).
 
A iniciativa foi conduzida pela mestra em artesanato, Vânia Oliveira, no complexo penitenciário. Com 35 anos de experiência e considerada como patrimônio vivo do artesanato alagoano, ela falou sobre sua trajetória profissional e abordou as características e especificações das diferentes modalidades de artesanato.
 
“É importante trabalhar com produtos de qualidade para garantir uma boa peça. Além disso, temos que valorizar nossa produção, nossa cultura, trabalhando com o verdadeiro filé alagoano, como fazem aqui”, disse.
 
A ação faz parte de um ciclo de capacitação continuada que foi dividido em três etapas. O próximo encontro com as internas e servidores penitenciários será na quarta-feira (15). Na ocasião serão abordadas questões referentes a precificação dos produtos.
 
A supervisora de Produção e Laborterapia, Alessandra Cavalcante, explica que uma das diretrizes da Seris é firmar parcerias para ofertar capacitações, visando oportunizar qualificação profissional as apenadas e, consequentemente, melhorar a qualidade dos trabalhos nos presídios.
 
“A intenção da Fábrica de Esperança é sempre capacitar as reeducandas para que quando elas voltem à sociedade tenham a oportunidade de serem inseridas no mercado de trabalho e vislumbrem novas oportunidades. Além disso, com essa capacitação, aprimoramos o trabalho que já é desenvolvido aqui”, conta Alessandra.
 
Atualmente, a Fábrica conta com sete instrutores responsáveis por oficinas de crochê, tenerife, decoupagem, filé, marcenaria artesanal, pintura em tecido e tornearia em madeira. Ao todo, 24 custodiadas estão inseridas no projeto de capacitação profissional. Em 2016, todos os profissionais receberam certificados de artesões fornecidos pela Secretaria de Turismo. O documento reconhece a importância da profissão e qualidade dos serviços.
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